Por: Luís Zanini
O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) disse, nesta terça-feira, que o etanol produzido pelo Brasil poderá ganhar novo impulso no mercado internacional com o pacto nacional da cana que deve ser assinado ainda esta semana entre o governo e usinas produtoras do biocombustível. Em linhas gerais, o pacto prevê o fim das condições precárias de trabalho nas lavouras de cana-de-açucar.
"O pacto dará, de forma definitiva, melhores condições de trabalho nos canaviais aos trabalhadores e garantirá a sustentabildiade social, econômica e ambiental ao etanol", analisou Jardim. Segundo ele, o pacto é necessário porque a expansão do etanol tem recebido questionamentos em relação a forma como é produzido. "Alguns são legítimos e outros movidos por puro interesse comercial de setores ligados ao petróleo, que está perdendo mercado para os combustíveis renováveis", afirmou.
Os principais argumentos contrários a produção do etanol são que sua produção é prejudicial ao meio ambiente, que toma a área para produção de alimentos e avança sobre a floresta Amazônica, no norte do País. De acordo com Jardim, as alegações são improcedentes porque no Estado de São Paulo, principal produtor brasileiro do biocombustível, já existe zoneamento impedindo a plantação de cana em regiões consideradas críticas, como os Vale do Paraíba e do Ribeira.
Para Jardim, o zoneamento para o cultivo da cana será uma realidade nacional em pouco anos. "Não é verdade que a produção de etanol está ganhando espaço dos alimentos no Brasil", rebateu. Ele disse ainda desconhecer a existência de trabalho ilegal nas lavouras de São Paulo. "Não há registro de caso de trabalhador sem carteira assinada nos últimos anos e não existe mais a figura do chamado bóia fria", ao acrescentar que 50% da colheita da cana no estado é feito de forma mecanizada.
"Sucesso"
Arnado Jardim afirma que o etanol é um "sucesso mundial" pela contribuição que dá para o combate do aumento do efeito estufa, que é causado pela liberação de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. "O Brasil é pioneiro na produção de combustível renovável, o etanol da cana, que é um instrumento que reduz os efeitos da mudança climática no nosso planeta", acentuou.