Você não está logado
Entrar | Cadastrar
Portal Nacional

Informativo

Cadastre seu email e receba as notícias do PPS





Seja um Filiado
30/11/2009

Artigo: Democracia participativa




Por: Tribuna de Minas - Juiz de Fora

Pedro A. Ribeiro de Oliveira


Sociólogo e professor da PUC-Minas

Ao terminar seu governo, Itamar Franco tinha conquistado a admiração do povo. Sua Administração fez mais do que recuperar o velho fusca e inventar a “carta social”: ele construiu uma relação respeitosa entre o Poder Executivo e a sociedade civil, tendo colocado em prática o preceito constitucional de participação cidadã. Essa experiência pioneira de democracia participativa certamente desagradou aos “donos do poder”, que tomam as decisões nos bastidores e depois as fazem referendar por um Congresso submisso.

Tendo assumido a Presidência da República no final de 1992, em consequência do êxito do Movimento pela Ética na Política, Itamar Franco governou o Brasil até o final de 1994. Este foi o tempo que teve para tornar política de Estado a luta contra a fome e a miséria. Isso foi feito em sintonia com os setores organizados da sociedade - e não em lugar deles. Esta não foi tarefa fácil, porque a tradição populista de Vargas, a tática de cooptação do regime militar e o clientelismo revigorado pelo governo Sarney tornaram aqueles setores desconfiados de qualquer iniciativa governamental. “Era outra história” mostra como foi superada essa desconfiança: o Governo Itamar levou o combate à fome e à miséria do campo assistencial para o campo dos direitos de cidadania. Assim emerge a primeira experiência brasileira de democracia participativa em âmbito nacional.

Impotente diante do poder econômico que o havia escolhido vice-presidente numa chapa neoliberal, Itamar abdicou da política macroeconômica e concentrou sua (pouca) força política na implementação dos direitos constitucionais de cidadania, buscando na sociedade meios de pressão sobre o Congresso. Ao convidar integrantes da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida para partilharem as decisões na política social, Itamar criou uma tensão criativa entre Movimentos Sociais e Estado.

Denise Paiva - na época assessora de assuntos sociais da Presidência da República - colheu depoimentos que mostram os percalços e êxitos desse processo, coisa que não se pode esquecer. Para mim, a melhor lição do livro foi mostrar que é politicamente mais eficaz o apoio de Betinho do que de ACM ou Sarney - como fizeram seus sucessores...





Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 141 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Deixe seu comentário
Bloqueado
É preciso estar logado para deixar um comentário.
Clique aqui, cadastre-se e participe!!


Este conteúdo tem 0 comentário(s)





Enquete


O que você pensa sobre a reforma política?


O próximo congresso terá condições de promover a reforma sem necessidade de plebiscito.
Sou contra convocação de plebiscito para decidir sobre esse assunto.
Não acho que a reforma produzirá resultados.
O povo deve ser consultado sobre a pertinência dela com a realização de plebiscito.
É urgente e necessária para acabar com a corrupção nas eleições.
Opa, selecione uma opção.










Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação | Hospedagem e Manutenção:Núcleo de Tecnologia do PPS
© Partido Popular Socialista - PPS (2008)