A Comissão Executiva do Diretório Nacional do PPS decidiu, em reunião realizada nesta terça-feira, dar um crédito de confiança ao deputado federal Augusto Carvalho, ex-secretário de Saúde, e a seu secretário-adjunto, Fernando Antunes. Ambos foram citados em conversas gravadas por Durval Barbosa, ex-secretário do governador José Roberto Arruda (DEM), como benefiários de um esquema de distribuição de propina. O partido considera as denúncias graves, cobra deles uma ação firme na Justiça para provar inocência, mas avalia que até agora não existe nenhuma prova ou referência concreta que leve a legenda a deixar de apoiar companheiros que sempre foram comprometidos com a ética. Mesmo assim, Antunes se licenciou do cargo de presidente do PPS no DF. Além disso, a legenda deixou o governo e entregou todos os cargos assim que foram divulgadas as gravações nas quais Arruda e secretários aparecem recebendo dinheiro. Vários membros da Executiva lembraram que, pelo histórico público de Carvalho e de Antunes, pautado pela ética na política, o partido não poderia deixar de lhes dar crédito e confiar que, na Justiça, eles provem a falsidade das acusações que lhes são imputadas. Apoio a Freire Na reunião, a Executiva também apoiou e aplaudiu a atitude de Freire de entrar com ação contra a empresária que citou seu nome em uma das gravações feitas por Barbosa. O processo corre na 10ª Vara da Circunscrição de Brasília. Roberto Freire defendeu que Antunes e Augusto também busquem o caminho judicial o quanto antes e que se defendam, "com firmeza, exigindo a apuração dos fatos" . Afastamento de Arruda Na mesma reunião, a Executiva ratificou a decisão tomada pela Comissão Executiva do Diretório do Distrito Federal de exigir o afastamento do governador José Roberto Arruda, seja por meio de renúncia, seja com um processo de impeachment. Freire disse que é importante manter a unidade do PPS e deixar que o problema de Brasília seja resolvido pela instância partidária do DF.